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  • Órgãos: Prefeitura de Santa Maria Madalena - RJ
Foram encontradas 177 questões.
#3631005
Texto da Questão:

Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).

“Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos.”. Sobre esse fragmento do texto, podemos afirmar que

  • a regra gramatical que justifica o uso do verbo no singular, nesse caso, refere-se à concordância verbal com um sujeito composto sinônimo ou que expressa uma ideia unitária; portanto, está correto.
  • houve um erro de concordância, já que “Natureza” e “Planeta” compõem o sujeito composto; sendo assim, o correto seria “nos deram” / “nos dão”.
  • de acordo com a Gramática Normativa, quando o sujeito composto é formado por termos que exprimem uma mesma ideia, são sinônimos ou reforçam um único conceito, a concordância precisa, obrigatoriamente, ir para o plural; portanto houve erro.
  • esse é um caso bastante claro na Gramática Normativa: "natureza" e "planeta" pertencem ao mesmo campo sintático. Quando isso acontece, a regra orienta tanto a concordância no plural quanto no singular; portanto, a construção está correta.
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