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  • Órgãos: HIAE
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#3669165

Homem de 58 anos, não tabagista, sem antecedentes familiares de fratura por fragilidade, apresenta fratura de rádio distal após queda da própria altura. Relata fadiga crônica e diminuição da libido nos últimos anos. Não faz uso de corticoides, álcool em excesso ou outras medicações sabidamente relacionadas a osteoporose. Exames laboratoriais prévios mostram função renal normal.

De acordo com as recomendações para investigação de osteoporose em homens, qual é a conduta diagnóstica mais adequada?

  • Realizar densitometria óssea (DXA) como exame inicial isolado, visto que a confirmação de baixa densidade mineral já direciona a conduta terapêutica, sendo a pesquisa laboratorial de causas secundárias opcional e geralmente restrita a casos refratários ao tratamento.
  • Considerar que a presença de fratura por fragilidade, mesmo sem densitometria prévia, já configura diagnóstico de osteoporose e, portanto, iniciar tratamento farmacológico empírico; a investigação de causas secundárias poderia ser adiada para um segundo momento, apenas em caso de falha terapêutica.
  • Solicitar densitometria óssea (DXA) associada a uma investigação laboratorial inicial abrangente, incluindo testosterona total, cálcio sérico e urinário, fósforo, fosfatase alcalina, vitamina D e função renal, reconhecendo que até metade dos casos em homens adultos está relacionada a etiologias secundárias.
  • Direcionar a investigação inicial para neoplasias ocultas, como mieloma múltiplo ou câncer de próstata, com exames como PSA, eletroforese de proteínas séricas/urinárias e, eventualmente, imagem avançada, uma vez que, em homens, a osteoporose frequentemente representa manifestação secundária de doenças malignas subjacentes.
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