Após a leitura do Texto abaixo, responda às questões de 1 a 5.
Texto 01 - O nosso e o deles
As expressões da língua portuguesa mais invocadas em uma abertura de ano novo são, sem dúvida, “viva” e “salve”.
Traduzem os desejos de perenidade de quem as pronuncia, em tom exclamativo de felicidade. As amarguras e outros sentimentos de
menor valor são esquecidos ou pelo menos arquivados. Até mesmo as pessoas que se esquivam das festividades, se recolhem em
nome da paz, uma bela sensação. A fuga para o “vou passar dormindo” nada mais significa do que o desejo de transpor as eras na
placidez do sono. Em resumo, uns e outros inauguram o tempo em harmonia, interior ou exterior.
No réveillon, como é cediço aos janeiros, engordam os cordões da alegria, na junção das famílias, quase sempre com o
registro pontual de algumas ausências impossíveis de receber contorno. Música, afagos, brindes, espocar de champanhes e de fogos,
juras de fazer e outras de não repetir equívocos. As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das “janelas da
alma” do que expressão de nostalgia. Quando muito um chamado de ausência, sem muita carga de sofrimento. [...]
Fonte: CARVALHO, I. L. de. In: . Brevidades Natal: Caule de Papiro, 2019, p. 78.
No enunciado “As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das ‘janelas da alma’ do que expressão de nostalgia”, o uso da linguagem figurada evidencia-se na expressão “as janelas da alma” (linha 8 e 9), observa-se o uso de uma linguagem figurada identificada como:
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