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  • Órgãos: UFOP
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#3386553
Texto da Questão:


Sabemos que a língua, enquanto uma entidade social, é dinâmica e sujeita a mudanças. É uma entidade viva e portanto se modifica, sofrendo adaptações. Como afirma Possenti (1996), “não há língua que permaneça uniforme. Todas as línguas mudam. Esta é uma das poucas verdades indiscutíveis em relação às línguas, sobre a qual não pode haver nenhuma dúvida”.


O texto I afirma no nono parágrafo:


“Não é que tenhamos de escrever como escrevia Camões, mas o conhecimento do idioma, em seus diferentes momentos históricos e em suas mudanças, ajuda-nos a preservar a língua no que tem de essencial como também a transformá-la sem lhe trair a natureza”.


Observe agora o que diz o Texto V:


S.O.S. Português

É correto dizer "risco de vida" ou "risco de morte"?

Editado por Beatriz Santomauro. Com reportagem de Gabriela Portilho


A forma mais precisa é "risco de morte" ou, melhor ainda, "correr o risco de morrer". Mas a expressão "risco de vida" não está incorreta, já que se associa à ideia de colocá-la em perigo. Seu uso está previsto no dicionário Houaiss, que cita a expressão "risco de vida" e é comumente encontrada em textos jornalísticos e literários. O psicanalista Contardo Calligaris, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, escreve: "Não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida".

Consultoria Odilon Soares Leme, professor de Gramática do Sistema Anglo de Ensino, em São Paulo, SP.

Pergunta enviada por Wilson Strunkis, Santa Maria, RS

Publicado em NOVA ESCOLA Edição 250, Março 2012. 


Já o texto VI, a seguir, diz sobre o mesmo tema:  


“A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, ‘o meu prazer agora é risco de vida’ (na canção Ideologia), ainda não passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde, professores de português que exerciam o cargo de consultores em redações conseguiram convencer os chefes de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: ‘Como alguém pode correr o risco de viver?’, riam eles.”

Risco de vida ou risco de morte?

Por: Sérgio Rodrigues 15/07/2010 às 7:52

http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/risco-de-vida-ou-risco-demorte/ Acesso em 17/01/2016 


Considerando esses três textos, podemos concluir que 

  • o texto I não leva em consideração os usuários da língua como responsáveis pelo seu dinamismo normativo; a própria língua se dá conta de estabelecer-se como norma.
  • os três textos consideram mudanças na língua como adaptações aos novos usos a que seus usuários (a comunidade falante) as submetem.
  • os textos V e VI servem de exemplo do que o texto I afirma sobre o papel dos jornalistas e de alguns redatores de TV como responsáveis pela “entropia”.
  • os três textos consideram que a língua poderá sofrer modificações para dar conta da comunicação e expressão de seus usuários .
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