06 e tão cheiroso que “de noite, com a janela trancada,
o perfume passava
07 pela telha-vã e chegava até a rede onde Iaiá
dormia.”
08 Aquele jardim fechado, minúsculo, cheiroso e fresco,
era talvez a coisa única
09 que Iaiá podia chamar de seu, no mundo inteiro. Na
casa-grande, invadida
10 pela criançada rumorosa, pela mãe dominadora,
pelas cunhãs da cozinha,
11 se o quarto do oratório era o refúgio da avó — o
pequeno jardim era o
12 oratório de Iaiá. A família pensava que Iaiá adorava
plantas —, aquela
13 menina é louca por um pé de flor! Mas o que a moça
adorava mesmo era a
14 intimidade, o silêncio, o ar fechado e secreto daquele
quadrado sombrio,
15 entre a cerca e a parede — onde podia proibir a
entrada até das crianças,
16 sob o pretexto fácil de que iriam fazer malinação.(...)
Fonte: Portal do Conto Brasileiro Contos, crônicas e poesias
de autores brasileiros https://contobrasileiro.com.br/iaia-noseu-jardim-cronica-de-rachel-de-queiroz/
No trecho das linhas (06 e 07) “...de noite, com a
janela trancada, o perfume passava pela telha-vã e
chegava até a rede onde Iaiá dormia”, o uso do detalhe
do perfume no ambiente tem como objetivo:
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