A oferta de produtos industrializados e a falta de
tempo têm sua parcela de responsabilidade no aumento
da silhueta dos jovens. “Os nossos hábitos alimentares, de
modo geral, mudaram muito”, observa Vivian Ellinger,
presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia (SBEM), no Rio de Janeiro. Pesquisas
mostram que, aqui no Brasil, estamos exagerando no sal
e no açúcar, além de tomar pouco leite e comer menos
frutas e feijão.
Outro pecado, velho conhecido de quem exibe excesso
de gordura por causa da gula, surge como marca da nova
geração: a preguiça. “Cem por cento das meninas que
participam do Programa não praticavam nenhum
esporte”, revela a psicóloga Cristina Freire, que monitora o
desenvolvimento emocional das voluntárias.
Você provavelmente já sabe quais são as
consequências de uma rotina sedentária e cheia de
gordura. “E não é novidade que os obesos têm uma
sobrevida menor”, acredita Claudia Cozer,
endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo
da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Mas, se há cinco
anos os estudos projetavam um futuro sombrio para os
jovens, no cenário atual as doenças que viriam na velhice já são parte da rotina deles. “Os adolescentes já estão
sofrendo com hipertensão e diabete”, exemplifica Claudia.
DESGUALDO, P. Revista Saúde. Disponível em:
http://saude.abril.com.br. Acesso em: 08/11/2024
(adaptado).
De acordo com o texto, qual é a consequência mais
grave da obesidade na adolescência?
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