A Comissão de Direitos Humanos (CDH) debateu o fortalecimento de políticas públicas para a proteção de crianças
e adolescentes indígenas. Participantes da audiência pública
defenderam, entre outras medidas, a ampliação do acesso à
saúde, o combate à violência, o apoio para gestantes, a garantia de segurança alimentar e a preservação dos territórios.
No debate, o indígena ianomâmi Renato Sanumá falou
sobre as dificuldades de combater o abandono e o abuso sexual infantil, além dos desafios de tratamento de crianças com
deficiências e problemas neurológicos nas aldeias. Segundo
ele, não há como proteger efetivamente as crianças sem medidas de apoio. Ele participou do debate por videoconferência
em sua língua nativa – traduzida durante a audiência.
Representante da Secretaria de Saúde Indígena do
Ministério da Saúde, Vanessa Quaresma afirmou que a
meta do governo federal é reduzir a mortalidade infantil em
30% até 2027.
“Nosso grande desafio é impedir a perda de crianças
nessa faixa etária menor de cinco anos. Nós não temos
perdas acentuadas no período de até um ano, mas sim de
um a quatro anos”, destacou Vanessa.
Ela ressaltou que as dificuldades geográficas são uma
das barreiras para acessibilidade dos serviços de saúde nos
territórios indígenas. Integrante da etnia curuaia, Vanessa
afirmou que uma das estratégias trabalhadas pela secretaria
envolve integrar práticas de cuidados da medicina ocidental
com as práticas da medicina indígena. Para isso, destacou
ser preciso qualificar a força de trabalho, em especial, em
relação às questões interculturais.
(Agência Senado. Debatedores defendem fortalecimento de políticas
públicas para crianças indígenas. www12.senado.leg.br, 23.05.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada
pode ser substituída, mantendo-se o sentido do trecho,
pela que está entre colchetes, empregada em sentido
figurado.
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