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#3697335
Texto da Questão:

Leia o texto para responder à questão abaixo.


    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.

    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.

    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.

    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti- -chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!

    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.

    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)


Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.

  • Os sentimentos de raiva armazenado pelo dono da loja vizinha estavam sendo liberado naquele momento de insultos.
  • Gastar meu tempo com os adolescentes eram um tipo de coisa que me deixava bem, e queria que eles gostassem daquilo.
  • Quaisquer pessoas que me vissem naquele momento entenderia facilmente por que eu fiquei tão nervosa de repente.
  • As atitudes dos adolescentes para enfurecer o dono da loja eram recorrentes e haviam-se tornado um problema a ele.
  • Haviam, entre o dono da loja e os adolescentes do lar, desentendimentos decorrentes de uma possível situação de roubo.
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