O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que a Black Friday Continua Reinando No Varejo
Nacional
Mesmo com novos calendários promocionais, estratégia,
confiança e volume mantêm a Black Friday como ápice
absoluto do consumo no Brasil
Há pelo menos 15 anos, a última sexta-feira de
novembro — logo após a celebração do Dia de Ação de
Graças na América do Norte — é sinônimo de descontos
expressivos e ida às compras. Como quem não quer
nada, a Black Friday passou de um evento importado
dos Estados Unidos para uma das principais datas do
varejo brasileiro.
O setor, no entanto, tem criado outras formas de manter
o consumidor sempre de carrinho cheio. A saída foi um
calendário repleto de datas promocionais com o objetivo
de estimular vendas ao longo do ano: Semana do
consumidor, Liquida Verão, dia do pagamento (payday),
datas duplas (10/10, 11/11 etc), entre outras. Segundo
os players do setor, esses eventos ajudam a manter o
fluxo do comércio aquecido, diluem demanda e engajam
o consumidor.
Entre essas datas estão os "esquentas" da Black Friday,
realizados no dia 11 deste mês (11/11). A Shopee diz ter
vendido 20 milhões de itens, superando a sua própria
performance no ano anterior. O Mercado Livre registrou
56% mais tráfego em comparação a 2024. Na mesma
data, a Amazon realizou a sua "chuva de cupons", com
descontos de até 80% em alguns itens, e obteve um
crescimento de mais de 70% no tráfego da
Amazon.com.br em relação à véspera (10/11).
O cardápio de opções aumentou, mas há um ponto
incontestável: nenhuma dessas datas, nem mesmo
todas combinadas, rivalizam com a Black Friday, que
permanece como o ápice do varejo no ano. Para alguns,
ela representa o dobro do volume de vendas em relação
à média dos outros meses. Sozinho, o final de semana
da Black Friday representa avanço de quatro vezes a
quantidade de vendas de um final de semana comum.
Números falam por si só
Segundo projeções da Abiacom (Associação Brasileira
de Inteligência Artificial e E-commerce), a Black Friday
de 2025 deve movimentar R$ 13,34 bilhões,
representando um crescimento de 14,7% sobre os R$
11,63 bilhões registrados em 2024. A expectativa é de
um tíquete médio estimado em R$ 808,50.
Outro dado que ajuda a entender a dimensão da data
vem do Mercado Livre. Na sexta-feira da Black Friday de
2024, a empresa registrou o seu maior volume de
vendas diárias da história.
Ao contrário do que ocorria nas primeiras edições da
data, o comportamento do consumidor brasileiro
amadureceu: a compra na Black Friday é, hoje, racional e planejada, e não mais um ato de impulso desenfreado.
Pesquisa do Mercado Livre indica que 81% dos
brasileiros pretendem ativamente comprar na Black
Friday, e o foco principal é antecipar as compras de
Natal.
Fernando Mansano, da Abiacom, aponta que a Black
Friday também se consolidou como uma oportunidade de
antecipar as compras de Natal. É isso que explica o
tíquete médio mais alto do que em outras épocas do
ano. De janeiro a junho deste ano, a associação calcula
R$ 100,5 bilhões em vendas, num tíquete médio de R$
540, 33,2% inferior ao aguardado para a Black Friday.
Isso se deve, segundo ele, pela aquisição de produtos
de mais alto valor justamente nessa época do ano, tais
como eletrônicos e eletrodomésticos, apesar de itens de
supermercado, beleza e limpeza estarem ganhando
espaço na preferência dos clientes.
"Há pelo menos 15 anos, a última sexta-feira de
novembro — logo após a celebração do Dia de Ação de
Graças na América do Norte — é sinônimo de descontos
expressivos e ida às compras."
Considerando o texto-base, identifique a alternativa
INCORRETA.
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