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Foi encontrada 1 questão.
#1860335
Texto da Questão:

Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder a questão:

FURTO DE FLOR

   Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
   Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.   
  Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

   – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.)

Trouxe-a para casa e coloquei-a num copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida”. Dentre as opções abaixo, a interpretação mais coerente com a mensagem transmitida pelo primeiro parágrafo do texto é:

  • Senti que a flor não estava feliz, porque flor não é para ser bebida, mas sim comida.
  • Senti que a flor não estava feliz, porque flor não é para ser bebida, mas sim servir de enfeite.
  • Senti que a flor não estava feliz, porque ela já estava com a cor particular da morte.
  • Senti que a flor não estava feliz, porque lugar de flor é em um jardim e não em um copo.
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