Andavam um bando de macacos em troça, pulando de árvore em
árvore, nas bordas de uma grota. Eis senão quando um deles vê
no fundo uma onça que lá caíra. Os macacos se enternecem e
resolvem salvá-la. Para isso, arrancaram cipós, emendaram-nos
bem, amarraram a corda assim feita à cintura de cada um deles e
atiraram uma das pontas à onça. Com o esforço reunido de todos,
conseguiram içá-la e logo se desamarraram, fugindo. Um deles,
porém, não o pôde fazer a tempo e a onça segurou-o
imediatamente.
- Compadre macaco, disse ela, tenha paciência. Estou com fome
e você vai fazer-me o favor de deixar-se comer.
O macaco rogou, instou, chorou; mas a onça parecia inflexível.
Simão então lembrou que a demanda fosse resolvida pelo juiz de
direito. Foram a ele, o macaco sempre agarrado pela onça. É juiz
de direito, entre os animais, o jabuti, cujas audiências são dadas à
borda dos rios, colocando-se ele em cima de uma pedra. Os dois
chegaram e o macaco expôs as suas razões.
O jabuti ouviu e no fim ordenou:
- Bata palmas.
Apesar de seguro pela onça, o macaco pôde assim mesmo bater
palmas. Chegou a vez da onça, que também expôs suas razões e
motivos.
- Bata palmas.
A onça não teve remédio senão largar o macaco que escapou, e
também o juiz atirando-se na água.
No trecho “[...]Um deles, porém, não o pôde fazer a tempo e
a onça segurou-o imediatamente [...]”. A palavra sublinhada
pode ser substituída sem mudar o sentido da frase por
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