Disponível em: <https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/erro-de-portugues-de-onde-vemessa-ideia> Acesso em: 26 dez. 2020. Grifos do autor.
Dentre os fenômenos linguísticos que têm servido como instrumento sociocultural de
separação entre usos corretos e errôneos, a concordância é certamente um dos que mais se
presta a essa distinção estigmatizante, pois parece suscitar uma postura indulgente com
formas inovadoras presentes na fala urbana de pessoas mais letradas, mas desqualificadora
quando as inovações provêm de extratos sociais menos favorecidos econômica e
culturalmente. O grande quantitativo de casos particulares ou de exceções à regra geral,
presentes em manuais de ensino da língua portuguesa, evidencia a gramaticalização de
variantes que passaram, com o tempo, a ser acolhidas pela tradição normativa. Levando em consideração os fatos linguísticos inventariados por Cunha e Cintra (2016), em
relação ao fenômeno da concordância verbal, leia as afirmações abaixo e marque V, para as
verdadeiras, e F, para as falsas. ( ) O emprego do pronome relativo quem como sujeito faz com que o verbo se
flexione normalmente na terceira pessoa do singular. Porém, não é incomum, de
acordo com Cunha e Cintra, escritores consagrados, em consonância com o uso
preferencial da linguagem popular, concordarem o verbo com o pronome pessoal que
antecede o relativo, pondo em relevo o sujeito efetivo da ação expressa.
( ) O verbo ser, em alguns casos, concorda com o predicativo expresso por
substantivo no plural quando pronomes como isto, isso, aquilo ou tudo
desempenham a função de sujeito da oração. Não obstante tal convenção, Cunha e
Cintra reconhecem não ser raro aparecer o verbo no singular, em conformidade com
o pronome demonstrativo ou com o indefinido, realçando-se o conjunto, e não os
elementos que o compõem.
( ) Se o sintagma nominal do sujeito é quantificado com expressão de porcentagem, o
verbo flexiona-se, em regra, na terceira pessoa do plural caso esse percentual seja
maior do que 1%. Contudo, Cunha e Cintra observam que, em registros menos
monitorados, o verbo pode ficar na terceira pessoa do singular caso o número
percentual venha acompanhado por adjunto adnominal cujo núcleo esteja no
singular.
( ) Quando o sujeito composto encontra-se após o verbo, admite-se flexão no singular,
concordando com o substantivo mais próximo. Em simetria a essa possibilidade,
Cunha e Cintra constatam que, na linguagem coloquial, o verbo também tem se
flexionado no singular ao anteceder sujeito simples com núcleo no plural, uma vez
que o sintagma nominal deixa de ser percebido como sujeito por ocupar a posição
sintática de objeto.
( ) Prescreve-se, como regra geral, uma flexão hierarquizada quando o sujeito
composto é constituído por diferentes pessoas verbais: a primeira prepondera sobre
a segunda e a terceira; a segunda pessoa prepondera sobre a terceira. Todavia,
Cunha e Cintra admitem que, na linguagem corrente do Brasil, pode-se encontrar o
verbo conjugado na terceira pessoa do plural, apesar da presença de termo indicador
de segunda pessoa.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Autenticação
Limite Diário Atingido
Você atingiu o limite de 10 questões diárias para usuários sem plano. Ao se tornar um membro, você poderá:
Resolver mais questões e melhorar seu desempenho.
Acessar conteúdo exclusivo da IAProvatec.
Potencializar seus estudos com estatísticas avançadas.
Que tal se tornar um membro agora e aproveitar todos os recursos da plataforma?