“Quando Jean-Jacques Rousseau desenvolveu a teoria
do contrato social em obra clássica, não estava sendo o primeiro
a afirmar que o Estado surge de um acordo de vontades. Antes
dele, Thomas Hobbes já desenvolvera teoria semelhante. Existe,
porém, um foco de divergência entre estes autores: se ambos
consideram o homem primitivo vivendo num estado selvagem,
passando à vida em sociedade mediante um pacto comum a
todos, exatamente como se cria uma sociedade civil ou comercial,
vale frisar que Rousseau imaginava uma convivência
individualista, mas cordial, vivendo os homens pacificamente, sem
atrito com seus semelhantes, ao contrário de Hobbes, para quem,
em célebre tirada, "o homem é lobo do próprio homem" (homo
homini lupus). Considerava Hobbes que o homem era um ser
antissocial por natureza, e seu "apetite social" seria o fruto da
necessidade da vida comunitária, fiscalizada por um aparato
social gigantesco destinado a impor a ordem, o Estado, enfim. A
este aparato Hobbes denominava "Leviatã". Esta palavra, de
origem bíblica, designava um monstro mitológico que habitava o
rio Nilo e devorava as populações ribeirinhas, tal como, segundo
Hobbes, o Estado faz com seus súditos...”
ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Teoria Geral do Estado". 2 ed. rev. e aum.
São Paulo: Saraiva, 2000. p. 18/19.
Ao analisar o texto de Marcus Claudio, pode-se concluir que
ele apresenta, principalmente, características da tipologia
textual:
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