Quando o encantado veste couro de boi: fé, cultura e
resistência no São João são tema de pesquisa da
UFMA Geovanna Selma Publicado: 04/06/2025 13h12,última
modificação: 17/06/2025 09h23 O tema central da pesquisa da professora Marilande é
o boi de encantado Barbatão, que pertence ao Terreiro
Jardim de Encantaria, liderado por Pai Clemente, e
tem como entidade patrona a cabocla Dorinha de
Leguá, ligada à linhagem espiritual da família de
Leguá, muito conhecida nos cultos de tambor de mina
do Maranhão. “O boi de encantado nasce a partir de uma promessa,
pedido ou presente à entidade do terreiro. O boi de
Barbatão é ligado à entidade farrista Dorinha de
Leguá. Essas entidades, normalmente, descem para
brincar, festejar, dançar, beber e confraternizar com os
devotos”, explica a pesquisadora. Esses bois não estão no circuito comercial, nem nos
arraiais turísticos. Eles existem, primordialmente,
dentro da dinâmica espiritual do terreiro. Participam
das festas internas, dos rituais, das obrigações, dos
pedidos e agradecimentos feitos às entidades. Toda a
sua estética — do bordado do boi às roupas dos
brincantes — é consagrada, rezada e preparada
segundo os fundamentos da religião.
(https://portalpadrao.ufma.br/site/noticias/quando-o-encantado-veste-courode-boi-fe-cultura-e-resistencia-no-sao-joao-sao-tema-de-pesquisa-da-ufma.
Acesso 20/08/2025, às 15:03) O fragmento da reportagem destaca o trabalho da
professora da Universidade Federal do Maranhão,
Marilande Martins Abreu, acerca do “Boi de Encantado
Barbatão”, que relaciona
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