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#3672949

Um paciente etilista crônico de 45 anos apresenta dor abdominal epigástrica súbita e intensa com irradiação em faixa para o dorso. Apresentou múltiplos episódios de vômitos intensos e náuseas. Foi admitido no pronto atendimento com hipotensão (PA: 90 × 60 mmHg), taqui cardia (FC: 120 bpm) e febre (38,7 ºC). Ao exa me, apresenta regular estado geral, abdome doloroso difusamente, mas sem sinais de peritonite. Exames laboratoriais: amilase sérica: 1.240 mg/dL; lipase: 1.700 mg/dL; leucócitos: 16.000/mm3; proteína C reativa: 21 mg/dL e creatinina: 1,9 md/dL. A tomografia abdominal descreve edema pancreático difuso com áreas de necrose. O paciente foi internado em terapia intensiva e iniciou período de reposição volêmica vigorosa com solução cristaloide, analgesia e antibioticoterapia, devido à suspeita de evolução infecciosa da necrose pancreática. A equipe titular discute agora a melhor estratégia nutricional.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.

  • Manter o paciente em jejum absoluto até a completa resolução do quadro agudo. Estímulos enterais neste momento aumentam o risco de infecção.
  • A nutrição parenteral total precoce está indicada neste momento como estratégia de prevenção da desnutrição e profilaxia da translocação bacteriana.
  • Iniciar nutrição enteral com sonda pós-pilórica nas primeiras 24 horas de internação reduz o risco de complicações infecciosas, o tempo de internação e a mortalidade relacionada à pancreatite.
  • Iniciar uso diário de procinéticos associados à nutrição enteral, pois há indícios robustos de benefícios na redução de complicações infecciosas da pancreatite aguda grave.
  • Aguardar a normalização dos níveis de amilase sérica previamente ao início da dieta oral, que deve ser pobre em gorduras.
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