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#3684805

Paciente de 42 anos, nuligesta, com história de menorragia progressiva há 2 anos, anemia ferropriva crônica refratária a tratamento oral (Hb: 8,2 g/dL, ferritina: 8 ng/mL), apesar de uso de ácido tranexâmico e sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) há 18 meses. Refere fadiga intensa e limitação nas atividades diárias. Nega desejo de gravidez futura. Ao exame físico: útero aumentado de volume, equivalente a 14 semanas, móvel. Ultrassonografia transvaginal: útero com 480 cm³, mioma submucoso tipo 1 (FIGO) de 6 cm em parede anterior do corpo uterino, projetando-se 80% para cavidade, com pedículo de 2,5 cm de diâmetro. Outros 3 miomas intramurais entre 2-4 cm. Endométrio com 8 mm. Ressonância magnética confirma achados e não evidencia adenomiose. Histeroscopia diagnóstica: mioma submucoso ocupando 60% da cavidade uterina. Considerando o desejo de preservação uterina e as características do mioma submucoso, qual a melhor abordagem terapêutica?

  • Embolização das artérias uterinas visando redução de todos os miomas, com reavaliação em 6 meses para decisão de abordagem complementar.
  • Tratamento obrigatório com análogo de GnRH por 3-6 meses para redução do mioma e melhora da anemia, seguido de miomectomia histeroscópica.
  • Miomectomia laparotômica com abertura de cavidade uterina e histeroscopia diagnóstica no segundo
  • Miomectomia laparoscópica do mioma submucoso e dos miomas intramurais sintomáticos em tempo único.
  • Miomectomia histeroscópica em tempo único com ressectoscópio bipolar, reservando segundo tempo apenas se ressecção incompleta.
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