Na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, Marcos Bagno discute criticamente a noção de erro em torno da
ocorrência de orações formadas por “para mim + infinitivo”, como: “O ilustrador trouxe uns desenhos para mim examinar”.
O autor argumenta que o uso de “mim”, no lugar de “eu”, pode ser explicado, entre outros fatores, pela atribuição de
caso oblíquo pela preposição “para” e, também, pela fusão de duas construções com essa preposição em uma única
construção, como mostra o esquema a seguir:
No que diz respeito à postura do professor de português frente a esse tópico de ensino, Bagno
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