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#3417812

O termo “pé diabético” é empregado para nomear as diversas alterações e complicações que ocorrem, isoladamente ou em conjunto, nos pés e nos membros inferiores das pessoas com Diabetes Mellitus (DM). A úlcera do pé diabético (UPD) é definida como uma lesão espessada que atinge a derme e localiza-se abaixo do tornozelo, independentemente do tempo de diagnóstico do DM e estas podem ser do tipo úlcera neuropática e sistêmica e cada uma possui especificidades que devem ser conhecidas pelo enfermeiro, para melhor avaliação e conduta. A respeito das características das úlceras neuropáticas e isquêmicas no paciente diabético, é correto afirmar que

  • o leito da úlcera neuropática é pálido, com necrose úmido e seco e com pouca quantidade de exsudato, já o leito da úlcera isquêmica é cinzento, pálido (granulação deficiente) e com muito exsudato
  • a dor de uma úlcera neuropática é intensa, aumenta com o frio e a elevação do membro e à noite, aliviando quando as pernas ficam pendentes, diferente da úlcera isquêmica que não causa dor
  • a pele perilesional da úlcera isquêmica é seca, com rachaduras, fissuras e/ou calosidades plantares e a profundidade da lesão é geralmente rasa e a temperatura do membro é normal ou aumentada.
  • o pulso das úlceras isquêmicas são palpáveis e amplos, ITB normal ou superior a 1,1 a 1,4 já os da úlcera neuropáticas são fracos ou ausentes, ITB < 9.
  • as úlceras neuropáticas tipicamente se localizam em áreas com mais pressão e atrito frequente como na região plantar do hálux, cabeças do 1º, 3º e 5º metatarsianos, região dorsal dos dedos, arco do pé e calcanhar.
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