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#3696512

Uma menina de 8 anos de idade é levada ao pediatra com queixa de febre alta diária (picos de 39-40°C), de início há 4 semanas, tipicamente no final da tarde, acompanhada de um exantema evanescente, róseo-salmão, não pruriginoso, que surge no tronco e membros proximais durante os picos febris. A mãe também refere que a criança apresenta dor e inchaço nos joelhos e tornozelos há 2 semanas. Ao exame, a criança apresenta-se em regular estado geral durante a febre, com artrite em joelho direito e tornozelo esquerdo, linfadenomegalia cervical e axilar, e hepatoesplenomegalia discretas. Os exames laboratoriais revelam leucocitose intensa (25.000/mm³) com neutrofilia, anemia de doença crônica (Hb 10,2 g/dL), trombocitose (650.000/mm³), e elevação acentuada de provas de atividade inflamatória (VHS 110 mm/1ªh; PCR 15 mg/dL). A pesquisa de fator antinúcleo (FAN) e fator reumatoide (FR) é negativa, e as sorologias para doenças infecciosas são inconclusivas. Com base neste quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta terapêutica de primeira linha mais apropriada para indução da remissão?

  • Prescrição de um inibidor do fator de necrose tumoral (anti-TNF), como o etanercepte, como agente de primeira escolha, dada a sua alta eficácia no controle da artrite e das manifestações sistêmicas, evitando os efeitos adversos dos corticosteroides.
  • Introdução imediata de metotrexato em dose semanal, associado a um AINE, visando o controle da doença a longo prazo e o efeito poupador de corticoide, que deve ser iniciado em pulsoterapia apenas em caso de falha terapêutica em 3 meses.
  • Terapia com imunoglobulina intravenosa (IgIV) em altas doses, considerando a possibilidade de um quadro infeccioso ou da Doença de Kawasaki incompleta, que pode mimetizar a apresentação clínica, sendo a IgIV uma terapia segura e eficaz para ambas as condições.
  • Início de corticoterapia sistêmica em altas doses (e.g., prednisona 1-2 mg/kg/dia) como terapia de primeira linha, devido à presença de manifestações sistêmicas graves (febre alta persistente, serosite implícita pela hepatoesplenomegalia), visando o controle rápido da inflamação sistêmica.
  • Administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o naproxeno, em doses anti-inflamatórias plenas, como monoterapia inicial, reservando-se o uso de corticosteroides ou agentes biológicos para casos refratários ou com manifestações graves.
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