É preciso lembrar, antes de tudo, que nenhum falante de nenhuma língua conhece a fundo todas as variedades existentes. Cada professor, seja porque é falante nativo de dada região seja porque optou por uma variedade determinada, tem a “sua” própria forma de expressão. Por vezes também, como falante estrangeiro, inevitavelmente combina fragmentos de variedades diferentes. [...] É claro que o fato de o professor empregar uma variedade qualquer não o exime do dever de mostrar aos alunos que existem outras, tão ricas e válidas quanto a usada por ele, e, dentro do possível, criar oportunidades de aproximação a elas, derrubando estereótipos e preconceitos. Nesse sentido, o papel de professores passa a ser quase o de articuladores de muitas vozes, sem transformar essa amostragem num simples conjunto de “curiosidades”.
Extraído e adaptado de: BRASIL, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Conhecimentos de língua estrangeira – espanhol. In: Orientações Curriculares para o Ensino Médio - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006, pp. 136-137, com adaptações.
Considerando o trecho acerca das variedades do espanhol na sala de aula, extraído das Orientações Curriculares para o Ensino de Língua Espanhola, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Apesar de o professor possuir a sua variedade, deve falar, em sua aula, a variedade que os alunos preferirem.