TEXTO 13
OS INSTITUTOS FEDERAIS:
UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA O Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), acaba de criar um
modelo institucional absolutamente inovador em termos de proposta político-pedagógica:
os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Estas instituições têm suas
bases em um conceito de educação profissional e tecnológica sem similar em nenhum
outro país. São 38 institutos, com 314 campi espalhados por todo o país, além de várias
unidades avançadas, atuando em cursos técnicos (50% das vagas), em sua maioria na
forma integrada com o ensino médio, licenciaturas (20% das vagas) e graduações
tecnológicas, podendo ainda disponibilizar especializações, mestrados profissionais e
doutorados voltados principalmente para a pesquisa aplicada de inovação tecnológica.
[...] A estrutura multicampi e a clara definição do território de abrangência das ações dos
Institutos Federais afirmam, na missão destas instituições, o compromisso de intervenção
em suas respectivas regiões, identificando problemas e criando soluções técnicas e
tecnológicas para o desenvolvimento sustentável com inclusão social. Na busca de
sintonia com as potencialidades de desenvolvimento regional, os cursos nas novas
unidades deverão ser definidos através de audiências públicas e de escuta às
representações da sociedade.
Na necessária articulação com outras políticas sociais, os Institutos Federais
devem buscar a constituição de Observatórios de Políticas Públicas, tornando-as objetos
de sua intervenção através das ações de ensino, pesquisa e extensão articulada com as
forças sociais da região. É neste sentido que os Institutos Federais constituem um espaço
fundamental na construção dos caminhos com vista ao desenvolvimento local e regional.
Para tanto, devem ir além da compreensão da educação profissional e tecnológica como
mera instrumentalizadora de pessoas para ocupações determinadas por um mercado.
Na proposta dos Institutos Federais, agregar à formação acadêmica a preparação
para o trabalho (compreendendo-o em seu sentido histórico, mas sem deixar de firmar o
seu sentido ontológico) e discutir os princípios das tecnologias a ele concernentes dão luz
a elementos essenciais para a definição de um propósito específico para a estrutura
curricular da educação profissional e tecnológica. O que se propõem é uma formação
contextualizada, banhada de conhecimentos, princípios e valores que potencializam a
ação humana na busca de caminhos mais dignos de vida. [...]
Inicia-se a construção de uma instituição inovadora, ousada, com um futuro em
aberto e, articulando-se com as redes públicas de educação básica, capaz de ser um centro
irradiador de boas práticas. Os centros federais de educação tecnológica (CEFET’s), as
escolas agrotécnicas federais e as escolas técnicas vinculadas às universidades que
aceitaram o desafio desaparecem enquanto tal para se transformarem nos campi
espalhados por todo o país, fiadores de um ensino público, gratuito, democrático e de
excelência. Com os Institutos Federais iniciamos uma nova fase, abandonando o hábito
de reproduzir modelos externos e ousando a inovar a partir de nossas próprias
características, experiências e necessidades.
(PACHECO, Eliezer. Os Institutos Federais: uma revolução na educação profissional e tecnológica
(Trecho). Brasília: MEC/SETEC. 2010. Disponível em:
. Acesso em 16/10/2016)
Relacionando o TEXTO 13 com o TEXTO 15, assinale a alternativa INCORRETA.
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