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#2583756

“[...] Em 1548, D. João III decidiu estabelecer um novo controle régio, nomeando um governador-geral e outros representantes da Coroa que viriam residir na colônia. [...] Salvador virou a sede do novo governo, da Suprema Corte e dos principais agentes fiscais do rei. [...] No entanto, a despeito das tentativas da metrópole de controlar a colônia, a descentralização era evidente. [...]”

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 67.


Segundo as autoras do trecho destacado, as tentativas de centralizar as atividades de controle da colônia tomadas pela Coroa portuguesa, resultaram em insucesso porque:

  • considerando a distância da colônia em relação à metrópole e as dificuldades de fiscalização, os governadores-gerais costumavam exacerbar os poderes recebidos, gerando grande rejeição de sua autoridade por parte dos colonos.
  • durante grande parte do período colonial era, sobretudo, dos engenhos com suas casas grandes que emanava todo poder político e social, de base local, o que dificultava a ação centralizadora do governo-geral.
  • organizados de forma autônoma e com recursos próprios desde a implantação do sistema de sesmarias, os grandes senhores rejeitavam o governador-geral porque não foram considerados pela Coroa na indicação dos nomes para ocupar o cargo.
  • tendo em vista a diversidade de atividades econômicas que se desenvolveram ao longo do imenso território que constituía a colônia portuguesa, as demandas postas ao governador-geral exigiram dele respostas distintas para cada situação.
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