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#3702936
Texto da Questão:

TEXTO 


No dia 15 de maio de 2025, um bebê diagnosticado com uma rara doença genética foi tratado com sucesso por meio de uma terapia de edição gênica personalizada. O tratamento inovador foi conduzido por uma equipe do hospital infantil da Filadélfia nos Estados Unidos. O bebê KJ nasceu com deficiência de CPS1 (carbamoil fosfato sintetase 1), um grave distúrbio metabólico que impede o corpo de processar amônia. KJ recebeu três doses da terapia experimental, sem efeitos secundários graves, e já tolera melhor as proteínas na dieta, contudo, há necessidade de acompanhamento a longo prazo. O caso representa uma esperança para o desenvolvimento de tratamentos para doenças raras sem opções terapêuticas. No entanto, a discussão dos limites éticos reaviva os debates sobre experimentos com embriões humanos e a criação de bebês sob medida.

Disponível em: www.cnnbrasil.com.br.

Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado). 


TEXTO 2


Um professor de Biologia apresentou o caso do bebê KJ e a terapia CRISPR para sua turma como uma problematização. Após isso, pediu aos estudantes que levantassem hipóteses sobre o tema, enfatizando os avanços na edição genética, que não se limitam à correção de doenças, mas abrem precedentes para dilemas bioéticos. Com essas hipóteses, organizou um debate entre os estudantes.

Na aula seguinte, o professor propôs à turma um novo cenário para aprofundar o debate sobre herança genética, probabilidades e implicações éticas. Na discussão, ele apresentou aos estudantes um caso em que um pai hemofílico e uma mãe portadora deste alelo desejam ter um filho(a) saudável, livre da hemofilia, e estão explorando todas as opções, incluindo as biotecnologias reprodutivas e terapêuticas mais avançadas.

Considerando a herança ligada ao cromossomo X e a complexidade das discussões bioéticas levantadas pelo caso KJ sobre manipulação genética, qual afirmação apresenta a conclusão correta dos estudantes sobre a prole desse casal e as implicações envolvidas?

  • Independentemente do sexo, cada filho(a) desse casal terá 50% de chance de ser hemofílico(a). A intervenção com terapia CRISPR, em qualquer estágio gestacional, é eticamente aceitável, pois visa a cura de uma doença.
  • Os filhos do sexo masculino desse casal têm 25% de chances de serem afetados pela condição, o que é comum em doenças ligadas ao cromossomo X. A principal preocupação ética da comunidade científica é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo da edição genética em humanos, o que desaconselha a aplicação da CRISPR nesse caso.
  • Independentemente do sexo, as crianças desse casal têm 50% de chances de não apresentarem a condição. A possibilidade de edição gênica para correção da mutação em embriões viáveis levanta questões bioéticas sobre o “descarte” de embriões afetados e a busca por um “bebê perfeito”.
  • Todas as filhas desse casal serão obrigatoriamente não portadoras, enquanto 50% dos filhos terão a condição. A terapia gênica para a hemofilia, se aplicada aos filhos, elimina completamente a condição, mas não altera a probabilidade de as filhas serem portadoras.
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