Leia atentamente o trecho a seguir, extraído de uma
crítica de arte escrita por Monteiro Lobato, para responder a próxima questão.
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos
que vêem normalmente as coisas e em consequência
disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos
da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes
mestres. A outra espécie é formada pelos que vêem
anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de
teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas
rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura
excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de
todos os períodos de decadência: são frutos de fins de
estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes,
brilham um instante, as mais das vezes com a luz de
escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. Embora eles se dêem como novos precursores
duma arte a ir, nada é mais velho de que a arte anormal ou teratológica”.
(O Estado de S. Paulo, 20/12/1917, com adaptações)
O trecho em destaque se conclui com a afirmação
de que “nada é mais velho de que a arte anormal ou
teratológica”. Em relação ao termo “teratológica”, pode-se afirmar que, nesse contexto, carrega um sentido:
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