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#1677236

Leia o fragmento do conto "A saia almarrotada", do escritor moçambicano Mia Couto.
          Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto. 

  • "A saia almarrotada" apresenta uma mulher tresloucada, esquizofrênica.
  • A personagem não saía de casa porque não tinha o hábito de se socializar com outras pessoas.
  • Está explícito no fragmento que a personagem sentia vergonha de seu aspecto físico, por isso vivia reclusa.
  • Está explícito no excerto que o espaço onde os fatos transcorrem é na zona rural.
  • A narrativa é feita por uma voz em terceira pessoa onisciente.
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