Cadernos de Questões

Provas Favoritas

Filtros Salvos

Foi encontrada 1 questão.
#3411680

Distinguir territórios espanhóis de portugueses, em suma, era um assunto intrincado sem resolução fácil, porque, entre outras razões, não refletia um estado permanente, mas uma dinâmica, um processo aberto com muitos atores, múltiplas possibilidades e, frequentemente, numerosas e contraditórias justificações. Na documentação do período é evidente a noção de urgência, mesmo de competição. São também claras as constantes tentativas para ordenar o que parecia (e que, de facto, muitas vezes era) intensamente caótico. A necessidade de conhecer e controlar o que estava a acontecer no interior empurrava os protagonistas e os observadores num esforço desesperado de compilação, sistematização e compreensão. No entanto, a tarefa era algo inglória. Faltava conhecimento, e a capacidade de processamento e digestão da informação era escassa. As divisões territoriais eram o efeito colateral de muitas tensões diferentes e produzidas por muitos atores com objetivos diversos.
Adaptado de: HERZOG, Tamar. Fronteiras da Posse. Portugal e Espanha na Europa e na América. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2018, p. 134.

Com base no trecho, as delimitações fronteiriças na América colonial incorporaram

  • A compreensão unívoca sobre a delimitação de territórios que facilitou o gerenciamento de conflitos locais.
  • Os imutabilidade geográfica determinada por referenciais materiais perpétuos.
  • Os debates específicos das cortes dos governos peninsulares, para o ordenamento das regiões americanas.
  • O desinteresse peninsular sobre as possessões americanas que eram consideradas territorialmente desorganizadas.
  • As interações conflitivas entre diferentes sujeitos baseados nas dinâmicas de interesses.
Fale com IAgo
IAgo - Assistente IAProva
IA
Olá! Sou o IAgo, seu assistente aqui no IAProvatec 😊
Veja como posso te ajudar:
Agora