Não quero nem devo lembrar aqui por que me
encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era
silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão.
Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro
passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz
vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.
O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de
comprido no banco, dirigira palavras amenas a um
vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava
sentada entre nós, apertando nos braços a criança
enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida.
O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe
o aspecto de uma figura antiga.
“Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava
naquela barca”; a grafia em duas palavras do termo “por
que” indica que ele foi visto como interrogativo indireto. A
frase abaixo que apresenta o mesmo caso é:
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