Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de
autoestima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o
maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então a rã pulou para o seu colo e disse: - linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto,
há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo
castelo. A tua mãe poderia vir conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas,
criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã
sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa
sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
(Luis Fernando Veríssimo)
Analisando a crônica acima, observamos que o autor procura relatar, de forma bem humorada e
irônica, um problema que existe dentro de nossa sociedade. Tal problema consiste:
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