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Foi encontrada 1 questão.
#3385478
Texto da Questão:

Leia o texto do poeta Augusto dos Anjos para responder às questões de 01 a 03:


Vozes de um túmulo


Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho

Destes meus olhos apagou!… Assim

Tântalo, aos reais convivas, num festim,

Serviu as carnes do seu próprio filho!


Por que para este cemitério vim?!

Por quê?! Antes da vida o angusto trilho

Palmilhasse, do que este que palmilho

E que me assombra, porque não tem fim!


No ardor do sonho que o fronema exalta

Construí de orgulho ênea pirâmide alta,

Hoje, porém, que se desmoronou


A pirâmide real do meu orgulho,

Hoje que apenas sou matéria e entulho

Tenho consciência de que nada sou!

Pode-se dizer que a partir da morte, o eu lírico:

  • Tornou-se otimista e reconheceu os erros;
  • Percebeu a efemeridade da vida e tomou consciência de que não tinha motivos para ser orgulhoso;
  • Notou que a vida não acaba com a morte; o tom espiritual do poema mostra essa verdade;
  • Continuou sendo orgulhoso e superior aos demais.
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