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Foi encontrada 1 questão.
#3703434
Texto da Questão:

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.

  • “Ao mundo eu vou contando; / Que minha forma de amar / Ninguém vai colonizar” — revela processo de internalização de heranças culturais coloniais relacionadas a valores afetivos.
  • “Não somos daqui / Nem de acolá / Estamos sempre ENTRE” — reforça o sentimento de pertencimento que compromete o estabelecimento de raízes culturais da identidade indígena.
  • “A minha essência ancestral / Me encontra cordelizando, / Faz me existir resistindo” — aponta de que maneira a produção literária se configura como forma de preservação identitária.
  • “Eu não sou como Iracema / A de José de Alencar, / Sou do povo TABAJARA” — representa um processo de absorção cultural, característico do protagonismo indígena em diferentes escolas literárias.
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