O grupo de amigos que se reunia, após o almoço,
no Clube Rio Branco, de Cachoeira do Sul, falava em
doenças. Todo um corso de males desfilava. Até que
alguém comentou que um parente seu estava por
morrer, de diabete.
O então vereador Geny Trindade, despachado e falastrão, comentou que diabete era com ele mesmo:
– Tirei carta de doutor cuidando de diabético. Minha
santa avó – que Deus a levou – tinha tanto açúcar no
sangue, que eu e meus irmãos colocávamos arandelas
de lã de pelego nos pés da cama da velha…
– Pra que, Geny?
– Pras formigas não comerem a pobre da velha que,
mal comparando, era uma rapadura que falava.
RILLO, Apparicio Silva. Rapa de Tacho: causos gauchescos. Porto
Alegre: Editora Tchê, s.d.
No texto, há duas formas variantes próprias da
língua falada, a saber: pra (variante de “para”) e pras
(variante de “para as”.
No caso, essa variação se opera em que nível da língua?
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