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#2997457

A fonoaudiologia hospitalar requer um profundo conhecimento interdisciplinar e a capacidade de adaptar intervenções de maneira dinâmica, dependendo do quadro clínico dos pacientes, especialmente em ambientes críticos, como Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Segundo Andrade e Chiari (2018), a complexidade das condições clínicas, como a presença de múltiplas comorbidades, uso prolongado de ventilação mecânica, traqueostomia, e variabilidade do nível de consciência, exige do fonoaudiólogo uma atuação que vá além da mera reabilitação das funções orofaciais. A intervenção deve ser pautada pela avaliação contínua e minuciosa, considerando não apenas as funções motoras orais, mas também as condições sistêmicas e as implicações éticas do cuidado. Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta os desafios e práticas adequadas à fonoaudiologia em ambiente hospitalar.

  • Em pacientes críticos que apresentam disfagia, o fonoaudiólogo deve iniciar a intervenção logo após a extubação, com a aplicação imediata de exercícios de fortalecimento orofaríngeo e reintrodução da alimentação oral, uma vez que a extubação por si só indica recuperação suficiente para retomar a deglutição, independentemente de outras variáveis clínicas, como o nível de consciência e a função respiratória.
  • A atuação do fonoaudiólogo em pacientes traqueostomizados deve incluir a avaliação e monitoramento do reflexo de tosse e da produção vocal, com o objetivo de determinar a segurança para a alimentação oral. Mesmo em situações onde há risco elevado de broncoaspiração, a intervenção deve se concentrar em técnicas compensatórias e em estratégias de alimentação por via alternativa, evitando prolongar o uso de métodos invasivos de suporte nutricional.
  • Em pacientes críticos, especialmente os com múltiplas comorbidades, a abordagem fonoaudiológica para a reabilitação da deglutição deve ser desenvolvida em conjunto com a equipe multiprofissional. Essa abordagem deve considerar fatores como a hemodinâmica, estabilidade respiratória, e a presença de outras intervenções médicas, além de uma avaliação criteriosa da capacidade de proteção das vias aéreas, de modo a evitar complicações como a broncoaspiração, que podem aumentar a mortalidade.
  • A avaliação fonoaudiológica em pacientes com comprometimento neurológico agudo, internados em UTI, deve focar exclusivamente na reabilitação da deglutição e na prevenção da disfagia, sendo a comunicação um aspecto secundário que só deve ser abordado após a estabilização completa do quadro clínico, uma vez que intervenções precoces na comunicação podem gerar aumento do estresse e da agitação do paciente, comprometendo o processo de recuperação.
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