Se essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem
pouco, a do Brasil, havemos de convir em que no Brasil-colônia, essencialmente rural, com a ojeriza que lhe
notaram os nossos historiadores pela vida das cidades -
simples pontos de comércio ou de festividades religiosas -,
estas não podiam exercer maior influência sobre a evolução
da língua falada, que, sem nenhum controle normativo, por
séculos “voou com as suas próprias asas”.
(Celso Cunha, in A Língua Portuguesa e a Realidade Brasileira)
Segundo o texto, quem “voou com suas próprias asas”?
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