Para Silva, Bittencourt e Gesueli (2012, p. 177), “a posição da criança surda como sujeito bilíngue, geralmente filha de pais ouvintes, promove implicações em seu processo de aquisição e desenvolvimento de linguagem escrita. O processo de alfabetização e o letramento estão atravessados por outro sistema linguístico (LIBRAS) e, consequentemente, o surdo apresentará um modo particular de lidar com a escrita do português, considerado como sua língua segunda”. Assim, segundo as autoras, é necessário que a escrita da criança surda seja valorizada como legítima para que o aluno surdo possa consolidar seus conhecimentos em relação ao funcionamento da gramática do português e usá-los ao escrever seus textos.
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