Os livros para ser ouvidos, sobejamente conhecidos
pelo nome em inglês – audiobooks –, nasceram em 1932,
nos Estados Unidos, como ferramenta de inclusão social,
começaram a ser feitos no estúdio de gravação de uma
fundação para cegos, registrados em discos de vinil, com
capacidade de no máximo quinze minutos para cada lado
do LP. No ano seguinte, deputados e senadores aprovaram
uma emenda que autorizava a Biblioteca do Congresso a
entrar no negócio, que não parou de crescer. Inicialmente
eram as peças de Shakespeare, a Constituição etc., e o céu
virou o limite. A partir dos nichos dedicados à deficiência
visual, os volumes de viva voz extrapolaram as fronteiras,
de mãos dadas com os avanços da tecnologia. Hoje, por
meio de um smartphone com acesso a lojas de aplicativos,
é possível baixar qualquer um dos 44000 títulos lançados
anualmente nos Estados Unidos – é um naco que responde,
por enquanto, por 6,5% do mercado livreiro, mas que se
expande rapidamente. Os lançamentos surgem em ritmo
mais veloz que o de volumes em capa dura. É uma febre
que começa a desembarcar com força no Brasil.
(Giulia Vidale, Prazer para os ouvidos. Veja, 30.10.2019)
Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto
em consonância com a norma-padrão de emprego e colocação de pronome.
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