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#1749819

Estima-se que as amputações do membro inferior correspondam a 85% de todas as amputações de membros, apesar de não haver informações precisas sobre este assunto no Brasil. Em 2011, cerca de 94% das amputações realizadas pelo SUS foram no membro inferior. As indicações mais frequentes para amputação do membro inferior são decorrentes das complicações das doenças crônico-degenerativas e ocorrem mais frequentemente em idosos. Na literatura, encontramos que aproximadamente 80% das amputações de membros inferiores são realizadas em pacientes com doença vascular periférica e/ou diabetes. As amputações por causas traumáticas prevalecem em acidentes de trânsito e ferimentos por arma de fogo, sendo essa a segunda maior causa. Entre as amputações não eletivas, o trauma é responsável por cerca de 20% das amputações de membros inferiores, sendo 75% dessas no sexo masculino. (Diretrizes de Atenção a Pessoa AmputadaMinistério da Saúde, 2013). Sobre o tratamento de reabilitação de paciente amputado é incorreto afirmar que:

  • No pré-operatório de amputação de um dos membros inferiores, os membros superiores não devem ser trabalhados, assim como o membro contralateral, só serão trabalhados na fase pós operatória preparando o indivíduo para as transferências, o trabalho nas barras paralelas e a condução de cadeiras de rodas.
  • Na fase pré-cirúrgica, diversas ações de reabilitação, incluindo um programa de condicionamento cardiopulmonar, já podem ser iniciadas. A abordagem de atenção pré-operatória, em termos gerais, envolve a avaliação física detalhada do paciente, os esclarecimentos sobre o prognóstico funcional, as discussões sobre dor fantasma e sobre as metas de reabilitação de curto, médio e longo prazo.
  • Os cuidados ideais de reabilitação oferecidos ao paciente amputado devem ser iniciados, sempre que possível, ainda antes do momento da amputação, a menos que exista alguma contraindicação clínica.
  • Na fase pós-cirúrgica imediata é importante realizar exercícios de transferência de peso no membro não amputado. Neste período, o coto de amputação não deve ser mantido imobilizado, iniciando as mobilizações no coto entre 24 a 48 horas após a cirurgia de amputação.
  • Ainda nesta fase, deve ser iniciado o enfaixamento compressivo do coto de amputação para reduzir e evitar o aumento do edema residual, estimular o metabolismo do coto e modelar e preparar o coto Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada 27 para futura protetização.
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