É muito comum nas aulas de Física modelarmos situações do cotidiano envolvendo análise
de forças no movimento, desconsiderando atritos e massas de cabos e roldanas. Porém,
em muitos desses casos, tais idealizações diminuem a possibilidade de fazermos previsões
assertivas sobre os eventos e a quantificação das grandezas envolvidas. Um exemplo dessa
situação pode ser visto na situação abaixo, em que se dispõe de dois blocos idênticos de
massa 500 g e de uma roldana de massa 250 g e raio de 10 cm.
A fim de identificar a ocorrência de discrepâncias nas idealizações, são realizadas duas
análises. Na primeira, chamada de caso 1, idealizamos um modelo no qual
desconsideramos todos os atritos e não consideramos a massa dos cabos, nem a massa da
roldana. Em uma segunda análise, caso 2, mesmo sem considerar a massa dos cabos e o
atrito no eixo da roldana, para buscar maior aproximação com a realidade, passamos a
considerar a massa da roldana e o atrito oferecido pela superfície de contato, admitindo
que o coeficiente de atrito estático tem o mesmo valor do atrito cinético, com valor de
u=0,1.
Dessa forma, é possível encontrar o módulo da tensão T no caso 1, aqui nomeada de T
1, e
a tensão T no caso 2, nomeada de T
2. Qual a diferença entre T
1 e T
2?