Leia os seguintes depoimentos de moradores sobre suas relações
com o Museu de Arqueologia de Itaipu, em Niterói, Rio de Janeiro.
I. A relação com o Museu era nenhuma, né? Era a pior possível.
Porque o Museu nunca foi neutro aqui em Itaipu. O Museu
sempre foi algo ruim em Itaipu. Em 1989, nós tentamos colocar
luz em Itaipu. O Museu paralisou a obra, porque não queria luz
aqui dentro, sendo que no Museu tinha luz. Quer dizer, além de
ter derrubado as nossas casas para ser construído, o Museu
ainda atrapalhava as melhorias pra Vila, como esse caso da
iluminação.
Adaptado de: Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores
artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia
de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 124.
II. Para a gente, que é pescador aqui, eu acredito que o Museu
representa uma existência nossa. Na minha opinião, se não
fosse o Museu, já teria entrado um movimento imobiliário
aqui, e talvez a gente não estivesse mais aqui. Então, para a
gente, ele é um bem tombado, e um bem que traz um bemestar. Para mim, o Museu representa um pai, uma mãe. Uma
coisa minha. Uma coisa que se identifica comigo. O Museu
para mim é uma história, uma vida e uma realidade.
Adaptado de Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores
artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia
de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 129. Assinale a opção que corresponde às relações entre comunidade
local e museu expressas nos trechos acima.
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