Paciente masculino, 68 anos, com histórico de câncer gástrico
diagnosticado há 8 meses e em quimioterapia há 2 meses, foi
internado com queixa de aumento progressivo do volume
abdominal, dor abdominal difusa e dispneia aos pequenos
esforços. Referia também perda ponderal não intencional de 8 kg
nos últimos 3 meses, associada à hiporexia e astenia.
Ao exame físico, apresentava abdome globoso, tenso, com
macicez à percussão em flancos e sinal de piparote positivo. Os
membros inferiores exibiam edema 2+/4+. Ultrassonografia
abdominal revelou ascite volumosa e múltiplas lesões hepáticas
sugestivas de metástases. A paracentese diagnóstica foi realizada
e o líquido ascítico era amarelo-citrino, levemente turvo.
A análise laboratorial do líquido ascítico e do soro revelou os
seguintes dados: albumina sérica 3,2 g/dL, albumina do líquido
ascítico 2,1 g/dL, proteína total do líquido ascítico 2,8 g/dL, LDH
do líquido ascítico 350 U/L (LDH sérico 200 U/L) e contagem de
células nucleadas de 800/mm³ com predomínio de linfócitos e
monócitos. A citopatologia do líquido ascítico estava pendente. Considerando os achados clínicos e laboratoriais da paracentese,
a causa mais provável da ascite nesse paciente seria
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