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#3135347

Mulher de 28 anos apresenta quadro de febre “alta”, acompanhada de calafrios, cefaleia e mialgia, há 2 dias. Procura serviço de emergência onde é feito o diagnóstico de dengue, orientada a ingerir líquidos e usar paracetamol. Evolui, nas 48 horas que se seguem, com febre persistente, náuseas e vômitos, adinamia profunda e redução da diurese, o que motiva seu retorno para reavaliação médica em hospital de grande porte. Relata, então, retorno de Roraima há quatro semanas, onde trabalhou como “missionária”, em território indígena. Relata vacinação para febre amarela. Ao exame atual (4º para 5º dia de doença): paciente com fácies de doença aguda, mucosas hipocoradas +3/4, hipohidratadas +2/4, ictéricas +1/4. PA: 110/70 mmHg, FC=112 bpm, FR=34 irpm; TAx= 39,8°C. RCR, 2T, BNF, s/sopros ou atritos. MV audível bilateralmente e difusamente rude. Abdome flácido, peristalse presente. Fígado palpável a 3 cm do RCD, hepatimetria de 12 cm. Ponta de baço palpável no RCE. Neurológico: sonolenta, mas desperta quando solicitada e responde as perguntas com lentidão, mobiliza os membros ativamente e não apresenta sinais de irritação meníngea.
Dentre as condutas tomadas pela equipe de saúde do hospital de grande porte, aquela que, no contexto de tratamento de suporte da principal hipótese diagnóstica, poderá resultar em deterioração clínica, é:

  • transfusão de sangue total em caso de anemia grave.
  • infusão de glicose em caso de alteração da consciência.
  • intubação orotraqueal em caso de evolução para coma.
  • ressuscitação volêmica em caso de insuficiência renal.
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