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#2198203

Na obra referencial "WEBJORNALISMO: 7 CARATERÍSTICAS QUE MARCAM A DIFERENÇA" (2014), sete autores de sete países detalham conceitos que definem basicamente o jornalismo na web. O sumário está assim distribuído:
Capítulo 1 Hipertextualidade: novas arquiteturas noticiosas - 3 João Canavilhas
Capítulo 2 Multimidialidade: informar para cinco sentidos - 25 Ramón Salaverría
Capítulo 3 Interatividade: Definições, estudos e tendências - 53 Alejandro Rost 
Capítulo 4 Memória: Jornalismo, memória e história na era digital - 89 Marcos Palacios
Capítulo 5 instantaneidade: efeito da rede, jornalistas mobile, consumidores ligados e o impacto no consumo, produção e distribuição - 111 Paul Bradshaw
Capítulo 6 Personalização: análise aos 6 graus - 137 Mirko Lorenz
Capítulo 7 Ubiquidade: o 7.o princípio do jornalismo na era digital - 159 John V. Pavlik

Tratando da fruição do texto nas web em seu artigo “Hipertextualidade: novas arquiteturas noticiosas”, o pesquisador português João Canavilhas retoma o conceito “pirâmide deitada”, que vem trabalhando desde 2006. O conceito prevê uma organização textual que tira proveito do espaço da web para oferecer conteúdo aprofundado por meio de hiperlinks. Nesta conceituação de Canavilhas, prevêse níveis e organização da leitura, na ordem a seguir: 

  • Unidade Base: lide tradicional; Contextualização: oferece mais informação sobre cada um dos aspetos fundamentais da notícia, desenvolvendo a informação apresentada nos níveis anteriores; Exploração: procura estabelecer ligações com outras informações existentes no arquivo da publicação ou em sites externos.
  • Neste modelo a informação tem uma primeira versão muito curta (alerta) com distribuição para dispositivos móveis, e-mail e redes sociais: o que se perde em pormenores ganha-se em velocidade de distribuição, que ocorre de imediato. A segunda versão (draft), tem mais desenvolvimentos, e distribuição para o blog da publicação. Pretende-se mostrar que o assunto está em desenvolvimento. Na fase seguinte (article) o bloco informativo chega ao site da publicação com a informação fundamental sobre o tema. A partir deste momento, a notícia vai recebendo atualizações, com informação de contexto e opinião de especialistas, incorporando-se ainda diferentes níveis de interatividade e de personalização da notícia.
  • A existência de um elemento central (eixo) e os elementos secundários (raios) ligados através de linhas que mostram a hierarquia da notícia, mas que podem não estar todos hiperligados. Cada elemento narrativo é autoexplicativo, ou seja, é uma unidade independente com sentido, mas que deve ser inserido no contexto narrativo para melhor compreensão.
  • Indicação não de um bloco ou conjunto de blocos informativos estáticos, mas um fluxo em que a unidade informativa vai mudando de gênero. A unidade informativa já não é apenas um texto, mas sim uma sequência de textos (ou outros elementos) em que a informação se vai tornando cada vez mais complexa. Partindo da sua forma mais simples (alerta) a notícia vai ganhando mais profundidade até atingir o nível de contexto máximo, a personalização.
  • Unidade Base: resumo do acontecimento; Explicação: liga-se ao primeiro nível por uma só hiperligação e completa a informação essencial sobre o acontecimento; Contextualização: oferece mais informação sobre cada um dos aspetos fundamentais da notícia, desenvolvendo a informação apresentada nos níveis anteriores; Exploração: procura estabelecer ligações com outras informações existentes no arquivo da publicação ou em sites externos.
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