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#2356847
Texto da Questão:

O ASSASSINO ERA O ESCRIBA

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.
Não deu.

Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

(LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.)

Após a leitura e análise de todas as referências gramaticais usadas pelo autor para a construção da história, marque a opção INCORRETA.

  • O professor era um “pleonasmo”. Quer dizer: notável, porque esse era a principal característica de sua vida;
  • Os verbos escritos nas formas “achava”, “torturar”, “tentou” e “matei” têm como paradigmas a primeira conjugação;
  • Na frase “Casou com uma regência”, a palavra destacada é uma “preposição” e, por isso, não tem uma função sintática definida;
  • A palavra “bitransitiva”, no texto, pode se referir a um verbo com dupla transitividade. É o caso de “torturar”, na seguinte frase: “O professor torturava o aluno com um aposto”;
  • Nesta frase reelaborada, “Um dia, eu o matei com um objeto direto na cabeça”, o pronome oblíquo átono exerce a função de complemento verbal.
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