“[...] o objeto da história é, por natureza, o homem. Digamos
melhor: os homens. Mais que o singular, favorável à abstração, o plural, que é o modo gramatical da relatividade, convém a uma ciência da diversidade. Por trás dos grandes vestígios sensíveis da paisagem, [os artefatos ou máquinas], por
trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições
aparentemente mais desligadas daqueles que as criaram, são
os homens que a história quer capturar. Quem não conseguir
isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição. Já o
bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja
carne humana, sabe que ali está a sua caça”.
BLOCH, Marc. Apologia da História, ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Os historiadores Marc Bloch e Lucien Febvre propuseram
uma nova concepção de escrita da História pautada:
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