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#3510047
Texto da Questão:

Como um material radioativo é usado para dissuadir
caçadores de rinocerontes na África do Sul


   A África do Sul abriga cerca de 80% da população mundial de rinocerontes brancos, estimada em cerca de 13000 espécies. No entanto, o país tornou-se um foco de caça furtiva, impulsionado pela procura na Ásia, onde os chifres são utilizados na medicina tradicional pelos seus supostos efeitos terapêuticos ou afrodisíacos.

   James Larkin, pesquisador da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, colocou “dois pequenos chips radioativos no chifre” de filhotes de rinocerontes brancos, que com um ano de idade pesam quase meia tonelada. O material radioativo “torna o chifre inútil e essencialmente tóxico para consumo humano”, explicou Nithaya Chetty, reitora de Ciências da mesma universidade. O pesquisador acrescentou que a dose de material radioativo é fraca o suficiente para não impactar a saúde do animal ou o meio ambiente.

    Além disso, a dose recebida de material radioativo por cada animal é “forte o suficiente para ativar detectores instalados em todo o mundo”, inicialmente “para prevenir o terrorismo nuclear”, explicou Larkin. Os agentes de fronteira muitas vezes carregam detectores de radiação portáteis, além dos milhares de detectores instalados em portos e aeroportos, segundo os cientistas. No mercado clandestino, o preço dos chifres por peso compete com o do ouro ou o da cocaína.


(Redação. O Estado de S.Paulo. 06.07.2024. Adaptado)

Com base na leitura do texto, é correto concluir que a introdução de material radioativo em chifres de rinocerontes brancos

  • põe em risco a saúde desses animais, razão pela qual a África do Sul, país com maior número de rinocerontes brancos do mundo, solicitou que suas universidades ajudassem a colocar um fim a essa prática.
  • pode ajudar a diminuir a caça desses animais, diminuindo a demanda por chifres, os quais estariam contaminados, e facilitando a identificação de caçadores ou traficantes em posse dos chifres nas fronteiras do país.
  • é uma iniciativa de uma universidade sul-africana que visa aproveitar os chifres dos animais abatidos, para fins terapêuticos e afrodisíacos, de modo a impulsionar a economia do país.
  • prejudica o combate ao chamado “terrorismo nuclear”, na medida em que promove um uso indiscriminado de radiação em todo o território sul-africano, dificultando assim qualquer iniciativa de fiscalização.
  • torna os chifres desse animal mais valiosos do que o ouro ou a cocaína, motivando a chamada “caça furtiva”, que afeta enormemente as chances de sobrevivência dessa espécie na África do Sul.
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