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#2210761

“Um telefonema que o deixou com uma dúvida que parecia inexplicável. Por que tal resposta que, para ele, era uma pergunta óbvia? Tudo por causa de um diálogo. 
− Quem está falando? − Sou eu, Seu Antônio. − Tudo bem aí no sítio, Tonico? − Mais ou menos, Seu Antônio. Um pobreminha um pouco grave. − PROBLEMINHA um pouco grave? O que foi? Com meu pai? − É... não... é... não... − Espera aí, é ou não é? Não entendi. − Bem. Sabe aquela cadeira que o sinhô tanto gosta, que foi da sua bisavó? − Sei sim. O que tem ela? E o meu pai? − É que ele sentou nela. − E o que tem ele sentar nela? − Ele sentou na cadeira e quebrou o braço. − Nosso Deus! E como está? Levou ao hospital? Ele está bem? Teve que engessar? − Não. O Marceneiro só bateu uns pregos e parece que já está tudo bem. − Marceneiro? Prego? Vocês crucificaram meu pai? − Não. Só consertamos o braço. Por quê? É para crucificar seu pai?
(MENDONÇA, Tulius)
Após a leitura do texto acima, o que provoca o efeito de sentido e humor no texto:

  • A ambiguidade causada devido o duplo sentido da palavra “braço” no texto.
  • A linguagem bem regional do caseiro do sítio empregando palavras de forma inadequada como a palavra “pobreminha”.
  • A dúvida que fica subentendida sobre se o acidente ocorrido com o pai de Antônio tenha sido realmente um acidente.
  • O fato de Tonico ter levado o pai de Antônio a um marceneiro em vez de levá-lo a um hospital.
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