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Foi encontrada 1 questão.
#2256271
Texto da Questão:

Atenção: Para responder à questão, considere o caso hipotético abaixo. 

    Tom tem 5 anos e 4 meses e está em início de avaliação fonoaudiológica. Em seus registros iniciais, Cristina, a fonoaudióloga, faz as seguintes considerações: 

    Tom foi encaminhado para avaliação de linguagem por apresentar atraso na aquisição da linguagem oral. Já fez terapia fonoaudiológica anteriormente por apresentar sialorreia e ausência de fala. Nesse trabalho, a terapeuta enfocou principalmente aspectos ligados às funções de sucção, mastigação, deglutição, tendo observado significativa evolução. O mesmo não ocorreu em relação à fala, daí o encaminhamento para nova avaliação. No que se refere ao sistema miofuncional, pude constatar que, quando distraído, Tom não engole a saliva, que escorre pelo canto da boca, sem que ele se incomode ou tente evitar. Também não limpa o queixo quando o líquido por ali escorre, demonstrando pouca atenção ou falta de sensibilidade nessa região. Quando solicitado a engolir a saliva acumulada antes que escorra, nem sempre o faz. Dificuldade ou não aceitação do pedido? 
    Do ponto de vista dialógico, Tom é uma criança com intenções comunicativas; não se inibe frente a uma pessoa desconhecida que se lança a conversar com ele, mas também não se mostra interessado em se fazer compreendido. Fala poucas palavras e vocaliza sem precisão articulatória. Suas vocalizações são indiferenciadas e ele não se importa se o interlocutor está de fato interpretando corretamente o que diz. É vivaz, inteligente e sorridente. Cativa por esse seu jeito, mas não evolui num diálogo.
    Nos momentos em que observei diálogo entre mãe e filho, há interpretação da mãe para qualquer pouca vocalização do filho, ainda que esta vocalização não dê pistas de tudo que a mãe demonstrou compreender. Tom tem capacidade de produzir aleatoriamente fonemas plosivos, fricativos e sibilantes, mas articula corretamente em palavras apenas os plosivos. 

Com relação ao atraso de linguagem oral apresentado por Tom:

  • Não há como levantar hipóteses sobre o atraso com os dados observados, pois é necessário fazer a avaliação de linguagem completa.
  • É correta a atitude da mãe em interpretar o filho em qualquer vocalização, pois isso o ajuda a se tornar um interlocutor.
  • Ter capacidade de produzir fonemas de diferentes modos e pontos de articulação é prova de que sua alteração é funcional e por isso não responsável pelo seu atraso de linguagem.
  • O atraso de linguagem oral está diretamente ligado à condição práxica de Tom que ainda não consegue nem controlar a saliva dentro da boca.
  • A postura que Tom adota em uma situação dialógica é tão ou mais responsável pelo pouco desenvolvimento da linguagem oral que sua condição práxica.
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