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Foi encontrada 1 questão.
#2674858
Texto da Questão:

A leitura do próximo texto, de Paulo Leminski, é a base da questão 10:


O ASSASSINO ERA O ESCRIBA


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,

regular como um paradigma da 1ª conjunção.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,

ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência.

Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,

conectivos e agentes da passiva o tempo todo.

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


(LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.)

Após a leitura e análise de todas as referências gramaticais usadas pelo autor para a construção da história, é possível concordar com a seguinte afirmação:

  • O professor era um “pleonasmo”. Ou seja: era redundante, cansativo e enfadonho.
  • Os verbos “cantar”, “vender” e “partir” são exemplos de “paradigmas da 1ª conjugação”;
  • Na frase “Casoucomuma regência”, a palavra destacada é um “pronome possessivo”;
  • A palavra “bitransitiva”, no texto, pode se referir a um verbo com dupla transitividade. É o caso do verbo “tentar”, na frase “Tentouir para os EUA”;
  • A posição do pronome no verbo “matar”, no último verso do poema, é um caso de “ênclise”, e esse pronome tem a função de sujeito da oração.
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