Na Inglaterra, a menininha de nome Iris Grace
Halmshaw, 5 anos, vivia em um lindo jardim, entre flores
coloridas, árvores, luz do sol, tintas e pincéis. Adorava
contemplar a natureza ao lado da gatinha Thula, sua
melhor amiga. Vestindo sua capa (um tecido adaptado por
sua mãe), a menina pintava por horas a fio. Tinha um dom
especial: tão novinha, passou a criar lindas paisagens,
elogiadíssimas por amantes das artes.
Contudo, em seu universo lúdico e único, Iris é
portadora de autismo, diagnóstico que recebeu em 2011,
aos 2 anos. O transtorno é uma desordem neurológica
incurável, que pode prejudicar a capacidade de interagir
com o mundo.
Educada em casa, Iris Grace começou a pintar
em 2013, incentivada por seus pais, que inventaram
sessões de arte para estimular a concentração e a fala,
tentando seguir o currículo nacional de educação no
Reino Unido. A ideia era proporcionar uma atividade que
distraísse a filha e a ajudasse a tentar se comunicar, uma
das ferramentas da chamada arteterapia. O que
aconteceu pouco depois foi surpreendente. Pinturas
extraordinárias para uma criança (e até um adulto comum)
tomaram forma. Era o olhar da menina autista para os
habitantes de seu mundo encantado, repleto de natureza
e música clássica – Iris se acalma ouvindo música, desde
quando era um bebê, conhece todos os instrumentos de
uma orquestra e adora o violino, em especial (ela já tem
um).
Em fevereiro de 2014, um novo personagem
passou a fazer parte da vida de Iris – e a mudá-la para
sempre, aliviando seu isolamento. Thula, com pouco mais
de 2 anos de idade, é uma gatinha inteligente e gentil.
“Thula baixou a ansiedade de Iris e a mantém calma. Ao
mesmo tempo, a encoraja a ser mais sociável”, contou a
mãe da menina. Depois da chegada da gatinha, a menina
passou a pronunciar pequenas frases como: “Sente-se,
gata!”. Havia meses que a família procurava por um
animal terapêutico. Tentou, em vão, cavalos, cachorros
(Iris odiava ser lambida e a hiperatividade do cão a
deixava muito nervosa) e até mesmo gatos, mas percebeu
que ainda não tinha encontrado o companheiro certo até a
pequena conhecer Thula.
De acordo com o texto, analisar a sentença abaixo:
A menina Iris Grace sofre de autismo desde os 2 anos de
idade, condição neurológica que a impede de andar. Por
esse motivo, dedica as suas atividades à pintura de
quadros (1ª parte). Iris pinta por iniciativa de seus pais,
que viram nessa atividade a possibilidade de melhoria da
condição neurológica da filha. Dessa forma, inscreveram-na em um curso de arteterapia, que desenvolve
capacidades cognitivas nas crianças com autismo, por
meio da pintura (2ª parte).
A sentença está:
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