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#2243598

A doença renal crônica (DRC) é uma condição que origina inúmeras dúvidas junto do doente, relativamente à sua alimentação e ao modo como poderá aderir e corresponder da melhor forma às indicações nutricionais e alimentares do seu plano de tratamento. O tratamento nutricional implica, quase sempre, alteração de hábitos alimentares que, muitas das vezes, são difíceis de aceitar pelos doentes. Sobre a terapia nutricional na DRC é INCORRETO afirmar:

  • A alteração do metabolismo do fósforo ocorre desde o início da DRC e por isso o acompanhamento clínico e nutricional destes doentes requer também a monitorização regular deste parâmetro. O controle do fosfato, do cálcio, da vitamina D, assim como do hormônio paratiroide (PTH) é necessário e fundamental para prevenir a doença óssea renal e a morbilidade cardiovascular.
  • O controle e a redução do aporte do sódio em doentes com DRC é muito importante, uma vez que a hipertensão arterial é uma das principais causas de doença renal. Pacientes com DRC hipertensos, com edemas e/ou proteinúria recomenda-se um aporte de sódio inferior a 2 g/dia.
  • As recomendações energéticas podem variar de 30 a 35 kcal/kg/dia, dependendo do sexo, idade e atividade física. Na presença de desnutrição ou peso excessivo deverão ser superiores ou inferiores de acordo com as necessidades individuais.
  • A restrição proteica deve começar precocemente e logo que a DRC seja diagnosticada. De um modo geral, as recomendações proteicas atuais sugerem 0,6 a 0,8 g de proteína/kg peso/dia para indivíduos com DRC em estádios entre 1 e 4. No caso específico da síndrome nefrótico, caracterizado por proteinúria nefrótica, edemas, hipoalbuminemia e dislipidemia, as recomendações europeias proteicas referem 1,2 a 2,0 g/kg peso/dia, sem reposição das perdas proteicas urinárias.
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