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#2228454

Ao fim de uma gestação e após o nascimento do bebê, a mulher entra em um estado de hipersensibilidade denominado de “preocupação materna primária”. Aos poucos a dependência absoluta do bebê vai se transformando em dependência relativa. A comunicação do binômio mãe-bebê é fundamental para criar um ambiente seguro e acolhedor para o crescimento de uma criança. Dentro desta perspectiva, o médico de família e comunidade deve observar atentamente o estado emocional da puérpera. A alternativa que apresenta a definição de depressão puerperal é:

  • Alteração psíquica leve e transitória que inicia entre o terceiro e quarto dia pós-parto que acomete cerca de 80% das puérperas. Caracterizam-se por choro fácil, flutuação de humor, irritabilidade, fadiga e ansiedade em relação ao bebê.
  • Transtorno psíquico de intensidade moderada a grave, com início insidioso entre segunda e terceira semana do pós-parto que acomete cerca de 10% a 15% das puérperas. Caracterizada pela tristeza, choro fácil, labilidade, desalento e perda do interesse sexual.
  • Distúrbio psicótico com perturbações mentais graves que iniciam entre a segunda e terceira semana do pós-parto e acomete cerca de 1% das puérperas. Caracteriza-se por confusão mental, delírio, agitação psicomotora e vontade de machucar o bebê.
  • Transtorno psíquico leve que inicia na metade da gestação e se estende até duas a três semanas do pós-parto, acomete cerca de 50% das puérperas. Caracteriza-se por choro fácil, ansiedade, rejeição ao bebê, perda do interesse sexual e irritabilidade.
  • Distúrbio depressivo grave que inicia no pós-parto imediato e acomete cerca de 15% das puérperas. Caracteriza-se por labilidade emocional, sentimento de rejeição ao bebê, perda do interesse sexual e confusão mental.
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